In diagnóstico

Ainda tô em dúvida


Hoje é dia vinte e dois de março de 2017, uma quarta-feira. Eu ainda não sei, mas a maioria dos acontecimentos que envolverão meu filho daqui pra frente, ocorrerão na quarta-feira, e hoje é só a primeira delas.

Devo reconhecer que meu marido se esforçou muto marcando as consultas, porque encontrar profissionais que atendam pelo convênio da empresa, crianças tão novas como o Miguel, é difícil. Pra se ter uma ideia, de cada 20 fonoaudiólogos 1 atende crianças menores de 6 anos.

Eu moro a 25 minutos da Avenida Paulista, em uma cidade chamada Osasco, a segunda cidade que faz o melhor Hot Dog do mundo (só perde para a Islândia) e que é conhecida como cidade industrial, pois já foi sede de grandes indústrias como Santista e OSRAM. Mesmo assim, encontrar profissionais aqui é tão difícil como em qualquer outra cidade do país. Mas o Thiago se esforçou e os encontrou.

Hoje vamos a primeira consulta com a fonoaudióloga e ela me deu uma pequena esperança de que talvez e só talvez o Miguel fosse uma criança típica, porque o comportamento dele está dentro do esperado pela idade, porém ele não fala e chacoalha os bracinhos quando está feliz (mais tarde descobri que isso se chama flapping).


Pelas poucas coisas que li desde a consulta com a pediatra, me agarrei nas palavras da fono como uma criança agarra na mão do pai quando sente medo. Isso só reforçou a tese do meu marido, do meu irmão e da minha mãe de que eu estava realmente LOUCA  e que estava arrumando "doença" para o menino. Mas a minha intuição me dizia que eu devia continuar pesquisando e insistindo nas avaliações.

"CREIA NA SUA INTUIÇÃO MAIS DO QUE EM QUALQUER OPINIÃO ALHEIA."

Ela também disse que deveríamos colocá-lo em uma escolinha, porque ele não sabe como brincar nem como agir com as outras crianças porque ele não tem contato com elas. Faz sentido, até certo ponto. Na verdade ela nos indicou a escola em que a filha dela estuda.

Nós fomos visitar a escola Nossa Família e adoramos. A estrutura, os profissionais, tudo muito bem feito e organizado. Além disso, muitas crianças autistas estudam lá e isso é ótimo, pensei, porque se se confirmar que o Miguel é mesmo autista, eles saberão como cuidar dele.
A escola é tão legal que me fez repensar a minha tese de que criança feliz é criança em casa...

Quando o Miguel nasceu eu parei de trabalhar fora de casa e comecei a empreender na internet criando sites. Na verdade abri uma empresa e empreguei dezoito profissionais que trabalhavam no ambiente virtual (pela internet) e em coworkings. Isso me deu a oportunidade de trabalhar com o que eu gostava, ganhar dinheiro e cuidar do meu filho, o melhor de todos os mundos #soquenao.

A esperança que a fono nos deu e as opiniões da minha família contrastam com a minha intuição, ou seja: ainda tô em dúvida!

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